quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Feliz Natal e Feliz 2011




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fisco do Paraná: Redução de funcionários! Exemplo para o Brasil!


De repente, um momento ímpar na administração pública vem alterar nossa cotidiana rede de informações que todo o dia nos bombardeia com mais um ato secreto praticado em uma das esferas administrativas, principalmente nas casas legislativas, corroídas por praticas escusas e atos obscuros, nas quais sempre aumentam os quadros de funcionários, permitindo novas contratações e nomeações além de outros procedimentos tão lesivos financeiramente quanto moralmente e deixam os brasileiros cada vez mais céticos quanto à existência de punição, boas notícias nos chegam.

A Assembléia Legislativa do Paraná não fugiu à regra e participou do trem da alegria que contaminou todas as casas de leis do país que se iniciou no Senado da República, onde dezenas de milhares de funcionários, fantasmas ou não, foram nomeados para receberem e dividirem com seus mentores, gordos e polpudos salários pagos pelo poder público.

É evidente que a aversão a essas práticas pela população tem sua razão de existir e, principalmente, por àqueles que realmente trabalham, enfrentam dificuldades, são obrigados a pagar pela alta carga tributária do país, imposta pelos mesmos legisladores em combinação com ganância executiva e que vêm a contrapartida de seus tributos serem jogados à vala do desperdício e desvios, quando deveriam ser utilizados em benefício aos atendimentos de necessidades básicas da população tão desprezada pela classe político-administrativa, que impunemente, continua a refastelar-se com o dinheiro público.

Na contra mão desse descalabro administrativo que assola o país, um exemplo digno de destaque, que apesar de ser pequeno em número de funcionários, pois em toda sua história prezou a qualidade e capacidade em detrimento da quantidade, surge o Fisco paranaense, propondo na sua reestruturação da carreira de auditor fiscal pela lei Complementar nº. 131/2010, a redução do quadro de funcionários de 1.656 para 1.350, onde, em virtude de avanços e utilização tecnológica, não vê necessidade de manter o quadro pessoal com a quantidade até então existente, já que, investimentos na área da informática trouxeram não só os benefícios logísticos e fiscais, como também uma aceleração na execução de todos os trabalhos fisco-arrecadador, melhorando consideravelmente os resultados obtidos.

Ainda na mesma lei a criação da Corregedoria (diretamente subordinada ao Diretor) que atuará nas unidades administrativas para garantir a legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência dos atos fiscais e administrativos praticados pelos auditores. Louve-se aqui também a atitude corajosa dos administradores do SINDAFEP que em consonância com a administração da CRE proporcionaram essas conquistas.

A melhoria salarial também foi uma constante para a obtenção de tais resultados, entretanto, alguns contrários, contumazes críticos das políticas que beneficiam funcionários públicos por não terem com esses uma relação de entendimento e nem vocação para bem atender o público, já iniciaram uma campanha de responsabilização e críticas contra a essa concessão, insuflando o publico contra os benefícios, esquecendo-se que tal qual nas empresas privadas, o bom serviço prestado pelo funcionário à comunidade, passa pela capacidade, moralidade, honestidade e por bons salários.

Não se trata de aposentadorias compulsórias, antecipadas ou demissões e sim de reestruturação de pessoal no aproveitamento de cargos, onde a utilização da informática é o carro chefe que determinará e quantificará a necessidade para a execução dos mesmos trabalhos, por conseguinte, a análise de horas trabalhadas comparadas aos resultados obtidos, estabelecerá o número de funcionários necessários e que determinará a necessidade de preenchimento de vagas com a redução proposta, seja por aposentadorias ou concursos públicos, quando necessários.

Quiçá, os demais órgãos governamentais de todos os estados da federação reconsiderem suas posturas administrativas em relação ao quadro de funcionários, pois a partir desse momento não encontrarão justificativas para não só deixar de contratar novos funcionários, como também para reduzir o quadro existente. A oportunidade oferecida pelo Fisco paranaense, hoje na vanguarda em administrar RH, abre-se em leque para todas as empresas e esferas administrativas que queiram utilizar os benefícios da informática que vieram para ficar e mostrarem-se realmente transparentes.

Leia também - Um estado moderno paga bem seus funcionários
Texto do Blog – Fotos Ilustrativas
Postado por: Daniel MM – Auditor Fiscal do Paraná - Aposentado

domingo, 5 de dezembro de 2010

A Caixa de Pandora










Por vezes, a vida nos oferece maus momentos. Sofrimento, lágrimas e infelicidade nos visitam e nos sentimos desesperançados e infelizes.
Nesses momentos amargos, em que a alma dolorida se volta para Deus e indaga “Por que passo por essas provações?”, é a hora em que devemos lembrar de uma palavra luminosa: a esperança.
Narra a tradição grega que uma jovem chamada Pandora recebeu uma bela caixa com a recomendação de jamais abri-la.
Mas Pandora era curiosa e desobediente. Ao abrir a caixa, ela liberou todos os males, misérias e sofrimentos no Mundo.
Desesperada, Pandora chorou. Mais tarde, viu que, após saírem todas as mazelas, havia ficado, no fundo da caixa, a esperança. Brilhava sozinha a esperança - um fiozinho de luz que pulsava. Mas que poder possuía!
O mito de Pandora deve ser refletido profundamente, em especial quando estamos atravessando momentos difíceis.
Observe que, na lenda grega, é um ato da própria Pandora que liberta os males do Mundo. Na nossa vida não é muito diferente: em geral, somos nós mesmos que, de alguma forma, provocamos muitos males que nos atingem.
Por isso, cada momento difícil é uma oportunidade de meditarmos e analisarmos qual foi a nossa contribuição para aquela situação.
No entanto, a lenda de Pandora vai além: ela mostra que – apesar da gravidade dos sofrimentos – não estamos completamente sós: há uma luz posta por Deus para nos consolar e devolver o brilho em nossos olhos.

Essa luz é a esperança.

Esperança que restaura as forças, reequilibra o coração, acalma as emoções.
A esperança é a mão generosa que acende a luz quando estamos mergulhados na treva profunda. É medicamento quando nos contorcemos em dores.
Esperança é canção suave, que nos acalenta quando nos sentimos desamparados. É um olhar de compaixão no instante em que o Mundo nos rejeita.
A esperança nasce de gestos de generosidade, de atitudes espontâneas, de palavras corretas.
Mas não se habitue apenas a esperar que a esperança venha gratuitamente se aninhar no seu coração. Abra as portas da alma para ela!
Para isso, é necessário educar o coração.
A esperança é como um visitante importante. Devemos nos preparar adequadamente para recebê-la. A primeira atitude é retirar a poeira do pessimismo.
Depois, varrer as sujeiras acumuladas pela mágoa. Essas sujeirinhas têm vários nomes: rancor, maledicência, desejo de vingança.
Em seguida, com a casa mental bem limpa, é hora de perfumá-la com bons pensamentos, sorrisos, serenidade e otimismo.
Então, quando menos se espera, eis que chega a esperança. Viaja em uma carruagem dourada, espalha flores pelo caminho e se instala no Espírito fazendo festa.
É uma presença tão forte, tão bela, que transforma de imediato o ambiente em que se hospeda: impregna a alma de coragem e de alegria.
Esperança é um sol que nasce após uma longa noite escura. Chega trazendo calor e a luz dourada de um dia cheio de boas realizações. Ela aponta, firme, para um futuro radioso. Basta recebê-la.

Foto ilustrativa – Texto enviado por Victor Guido Marques

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

EU COMPREI E USEI DROGAS, EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO!


É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barezinhos de Ipanema e Leblon. Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.

Quanto mais glamoroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco. Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca e brasileira, por extensão.

Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato. Festa sem cocaína era festa careta. As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam à droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto. Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.

Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacueras, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.

Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim “tolerado”.

São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.

Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Porches, Audis, BMWs e Mercedes:

EU COMPREI E USEI DROGAS, EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO!

Texto: Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília

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